ACADEMIA LACORDI

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APRECIAÇÃO MUSICAL: Uma jornada de descobertas | 27.Set.2018 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

"Quanto mais entendemos o que escolhemos escutar

menos 'entediante' se torna aquilo que somos expostos a ouvir." ~Del Lima Júnior.

 

Há inúmeras formas de entender sobre o como e o porquê gostamos do que gostamos das músicas que gostamos. E o mais interessante é que quanto mais descobrimos sobre a música que gostamos, mais descobrimos sobre nós mesmos!

 

Pois bem, a Jornada da Escuta é uma proposta que irá ajudar você  a reconhecer seu nível de escuta musical, bem como identificar qual o relacionamento (função) que você tem hoje com a música que está habituado a escutar.

 

Clique AQUI e participe da Jornada da Escuta.

Forte abraço, ~Del Lima Júnior.

 

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De A a Z para a Música na Educação | 31.OUT.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

por Manuela Encarnação, presidente da APEM - Associação Portuguesa de Educação Musical

A

de audição e apreciação. A forma como a música é apresentada e ouvida em contexto educativo e o que isso representa no modo como cada um se relaciona com a própria música, é um importante ponto de reflexão.

 

As atividades de audição musical devem ter um propósito e se esse propósito se centrar naquilo que se ouve, ou seja, se se focar na maneira como a música funciona enquanto música, nos seus diversos aspetos musicais, permitirá descobrir elementos comuns a toda a música que poderão constituir-se como base para uma apreciação musical mais estruturada, significativa e abrangente.

 

B

de Bernstein (Leonard Bernstein, 1918-1990). Maestro-compositor e professor americano, autor dos Concertos para Jovens, produzidos e transmitidos pela televisão e que se tornaram uma referência internacional de programas de apreciação da música. Verdadeiras lições de música de um músico e um comunicador de excelência com muito sentido de humor.

 

Disponíveis aqui: https://www.youtube.com/user/ArtfulLearning/videos

O conceito de aprendizagem Artful baseado na filosofia de Bernstein consiste na ideia de que as artes podem reforçar a aprendizagem e podem ser incorporadas em todas as disciplinas académicas. O programa é organizado em unidades de estudo que assentam em quatro elementos principais: experienciar, questionar, criar e refletir.

Para aprofundar este modelo de aprendizagem pode ler aqui: http://www.leonardbernstein.com/artful_learning.htm

Outro compositor de referência para a educação musical, Britten, Benjamin (1913-1976), compositor do “Guia do jovens músicos à orquestra” (variações e fuga sobre um tema de Purcell) uma excelente obra para dar a conhecer as famílias dos instrumentos da orquestra e vibrar com cada naipe.

Ouvir aqui: https://www.youtube.com/watch?v=4vbvhU22uAM

 

C

de cantar, Cantar Mais e criatividade. Assumir que o cantar deve ser uma experiência central da aprendizagem e da vida musical das crianças e jovens, implica proporcionar as condições necessárias para que essa experiência adquira e tenha a qualidade e a frequência indispensáveis.

 

O Cantar Mais representa o contributo da APEM para a concretização desta ideia, disponibilizando recursos artísticos e pedagógicos que permitirão a realização de atividades não só interpretativas como de audição e criação musical, em que o espaço para o desenvolvimento da criatividade das crianças deverá ter um lugar privilegiado.

Visite o sítio em: http://www.cantarmais.pt/

 

D

de diversidade e divertimento. Como se pode trabalhar hoje em dia na escola e nas aulas com a diversidade de alunos respeitando e valorizando as suas diferenças e ao mesmo tempo sem perder o divertimento que a música e o seu ensino pode e deve trazer?

 

Sem a transmissão de prazer e alegria numa aula de música, a aprendizagem pode ficar em causa. Fazer da diversidade dos alunos que se encontram na aula uma oportunidade para trazer e fazer música de vários géneros e estilos e de várias formas tocando todas as nossas emoções e sem perder a intencionalidade educativa.

 

E

de educação, ensino e estratégias de ensino. O conceito de educação está forçosamente ligado ao conceito de ensino. Ensinar consiste em desenvolver uma ação especializada, fundada em conhecimento próprio, de fazer com que alguém aprenda alguma coisa que se pretende e se considera necessária (Roldão, 2009). Mas é no modo como se ensina que se vão encontrar as potencialidades que viabilizam, induzem e facilitam a aprendizagem e é aqui que se situam as estratégias de ensino (Idem).

 

A justificação das estratégias de ensino implica saber responder às seguintes questões: como vou organizar a ação e porquê, tendo em conta o para quê e para quem? Num segundo nível, devemos responder à questão, com que meios, atividades, tarefas, sequência e porquê? (Idem). O professor de música que se questiona e responde a estas questões é por certo um melhor professor!

 

F

de flauta doce. A introdução deste instrumento na sala de aula de educação musical do ensino básico deu-se massivamente na década de 80 do séc. XX em Portugal tendo como justificação dois níveis de argumentos: o prático - é um instrumento barato, fácil de transportar e pode ser exigido a todos os alunos - e o pedagógico – a produção do som na flauta é fácil e rápida de ser aprendida.

 

Podendo ser estes argumentos válidos, nunca poderão estar desligados da educação musical que se pretende, tendo em conta esses objetivos, a realidade e os interesses dos alunos. Transformar as aulas de educação musical em apenas aulas de flauta, sem qualidade, é empobrecer todo o potencial que o espaço musical pode ter numa escola e contribuir para a construção de uma visão redutora das aulas de música, pelos alunos e pelas famílias.

A flauta doce é um instrumento muito particular:
https://www.youtube.com/watch?v=WRG9ASbj1ZU&list=RDWRG9ASbj1ZU#t=42

 

G

de Gordon (Edwin Gordon 1927-2015). O legado da Teoria de Aprendizagem Musical de Gordon deve fazer parte dos conhecimentos do professor e pode sintetizar-se nas próprias palavras do autor: a teoria de aprendizagem musical é uma explicação de como aprendemos, quando aprendemos música. Ensinar é uma arte , mas aprender é um processo. Toda a aprendizagem, e a aprendizagem da música não é exceção, começa pelo ouvido e não pelos olhos.

 

H

de holística. A importância de uma conceção holística do ensino da música, ou seja, que defenda a importância da compreensão integral e integrada dos variadíssimos fenómenos e componentes do ensino e da música e não uma análise de cada elemento isoladamente.

 

I

de interpretação e de improvisação duas dimensões essenciais das práticas musicais em sala de aula para o desenvolvimento de competências musicais. A interpretação implica cantar, tocar e movimentar e a improvisação implica exploração, experimentação com a voz, objetos, e instrumentos, por exemplo.

 

J

de juntar, no sentido de organizar estruturas musicais para fazer composição na sala de aula. Eis o ponto de partida de John Paynter (1931-2010) para o ensino musical. A sua proposta é a de incluir a música contemporânea nas escolas, para que se valorize a experiência individual e a estética baseada na experiência do sujeito, e não na manutenção das tradições.

 

A construção da música ou fragmentos musicais partem da escuta ativa e experimental, na qual, por meio do jogo exploratório, criam-se estruturas sonoras. No seu livro Sound and Structures, Paynter define quatro etapas para o desenvolvimento de projetos musicais:

(1) explorar sons da música e compreender como funcionam;

(2) organizar esses sons em ideias musicais;

(3) desenvolver a técnica, ou seja, as ideias exigem o desenvolvimento de meios de controlo artístico;

(4) juntar todas as etapas tornando possível a produção de peças musicais completas, estruturadas no tempo.

 

K

de Kódaly (1882-1987)A Música é para todos. Temos a obrigação de aproximar toda a população das artes e estas da população. O que deve ser feito? Ensinar Música (e em especial Canto!) nas escolas, de modo que ela não seja uma tortura mas sim um prazer; incutir nos alunos uma sede de “boa música” que dure a vida inteira. (Cruz, C.B. APEM,1988,)

 

Muitas vezes Kodály chama a atenção, nos seus escritos, para a importância da utilização nos primeiros anos do ensino da música (pré-escolar e início do ensino básico) de repertório adequado a cada país, música tradicional nacional ou composta a partir dela. (Cruz, C.B.APEM,1998)

 

L

de literacia musical. O ensino da música perspetivado no sentido do desenvolvimento da literacia musical dos alunos implica o envolvimento em práticas de audição, de interpretação, de improvisação, de composição, de conceptualização, de análise e de avaliação. A efetividade dessas práticas ocorre quando os materiais musicais são significativos para as crianças e jovens, pelo que a valorização tanto do contexto natural do material musical como do contexto social em que ele é usado se torna fundamental.

 

M

de música no currículo. Mais do que educação musical o que se pretende é que a música faça parte de todo o currículo básico do sistema de ensino, sem interrupções, sem hesitações. A música como parte integrante do currículo deve estar por valor próprio e as práticas associadas a esta área devem ser artísticas e musicais.

 

N

de necessidades de formação. Perceber e conhecer as necessidades de formação é um passo essencial para o desenvolvimento profissional que se faz colaborativamente e na interação com os outros. Músicos, artistas, professores, investigadores, escolas e universidades deverão constituir-se, a vários níveis, como parte de uma rede de formação que trará, por certo, mais sentido e consistência à Música na Educação.

 

O

de Orff (1895-1982). A ideia central da Orff-Shulwerk é colocar a música e a dança ao alcance de todos, fomentando a parte criativa e artística do ser humano , através da expressão vocal, instrumental, corporal e artes plásticas. É um processo de aproximação ao fazer música como uma forma de pensar e de utilizar a música como um meio de comunicação.

 

Maria de Lourdes Martins (1926-2009), primeira Presidente da APEM foi introdutora do sistema de aprendizagem Orff em Portugal depois de se ter diplomado em Orff-Shulwerk no Mozarteum de Salzburg em 1965. O impacto nas escolas foi grande, sendo o conhecido instrumental Orff o mais divulgado, e o reportório para estes instrumentos o mais praticado nas escolas do ensino básico. Ler e reler os princípios da Orff-Shulwerk e os seus desenvolvimentos ao longo do tempo, deverá ser uma prática de qualquer professor de Música.

 

P

de professores, práticas e projetos, uma trilogia para o currículo do século XXI. Professores reflexivos, com uma visão para o ensino e conscientes que as suas práticas profissionais são determinantes para as aprendizagens dos alunos.

 

A organização do ensino a partir de projetos que integrem e articulem o que de essencial se deverá aprender e nasçam a partir dos interesses dos alunos, é uma tarefa difícil, mas por certo conducente a um ensino de excelência, mais motivador e para todos.

 

Q

de qualidade e de querer melhorar as práticas e querer ser melhor professor. A motivação do professor para melhoria das suas práticas é o principal fator para que a mudança venha a acontecer e para o seu desenvolvimento profissional.

 

R

de repertório para a educação musical no ensino básico. Que repertório devemos selecionar? Que critérios devemos delinear para essa seleção? Esta é uma questão muito discutida por diversos autores e na literatura e na investigação sobre educação e formação musical, mas que não tem uma única resposta correta. A decisão para a seleção de um repertório deve ter claramente definida uma visão de ensino, os objetivos desse ensino e os contextos em que desenvolve.

 

S

de Swanwick, o autor de referência que deverá ser lido e estudado por todos os professores de música. Swanwick defende que saber música é como conhecer uma pessoa: são precisos vários encontros e a diversos níveis, contextos e situações. Por isso os professores devem ter em conta a promoção de experiências musicais de várias espécies e os alunos devem viver diversos papéis numa variedade de ambientes musicais e num envolvimento direto que pode ser visto em três ângulos: a composição, a audição e a interpretação.

 

Para além destas formas de experienciar a música existem outros dois grupos de atividades periféricas à própria música e que devem ser incluídos. A síntese desta perspetiva é a palavra C(L)A(S)P. Para facilitar: C- Composição (composition), formulação de uma ideia musical, fazer um objeto musical; (L)- Estudo da literatura (Literatura studies) – literatura da e sobre música; A- Audição (audition) – audição reativa como audiência; (S) – Aquisição de competência (skill acquisition), oral, instrumental, notacional ; P – interpretação (performance), comunicação da música em “presença”.

Para Swanwick o C(L)A(S)P constitui um modelo para a educação, incorporando uma teoria cognitiva da aprendizagem musical que tenta reparar a separação do conhecimento formal/intuitivo, na qual os tipos de conhecimento estão integrados numa espiral de desenvolvimento musical.

 

T

de tocar. Tocar de ouvido, ou seja, primeiro ouvir, tocar/cantar e só depois ler e escrever. Os músicos oriundos de culturas fora da tradição ocidental têm bem presente que a fluência musical tem precedência sobre a leitura e escrita musical.

 

A educação musical pode aprender com estas práticas e experiências. Foi por exemplo o que fez Ken Zuckerman https://www.facebook.com/Ken-Zuckerman-237769542981340/ nas classes de Improvisação Modal no Conservatório de Música da Basileia (Suíça).

Este trabalho resulta de uma investigação de longa data na integração de competências de improvisação monofónica modal, como ensinada na Índia, na sala de aula de música ocidental. O ensino é feito recorrendo às metodologias da tradição oral, sem quaisquer materiais escritos. Veja aqui um resumo deste trabalho: https://www.youtube.com/watch?v=-NoWreaGr6o

 

U

de urgente valorizar, apresentar e divulgar as boas práticas musicais que se fazem nas escolas e felizmente não são poucas, mas muito desconhecidas da maioria dos professores e da sociedade em geral. A APEM tem procurado divulgar essas mesmas práticas.

 

V

de voz. A voz é o instrumento musical mais acessível. Independentemente da origem social, cultura ou capacidades musicais, a voz é o único instrumento que está disponível para todas as crianças. Saber usá-lo é também uma tarefa educativa.

 

W

de Ward, Willems e Wuytack. Compreender e conhecer pedagogos e métodos de ensino deve fazer parte da formação de qualquer professor de Música. Estes são alguns dos mais utilizados e com mais tradição em Portugal, para além de Orff, Gordon e Suzuki. A bibliografia é muita e os materiais de qualidade estão à disposição de todos no catálogo bibliográfico da apem: http://www.apem.org.pt/biblioteca/catalogo-bibliografico.php

 

X

de xilofones. Os diversos Xilofones (Soprano, Contralto e Baixo) e outros instrumentos de lâminas do instrumental Orff que estão em muitas escolas do país, permitem recriar uma orquestra na sala de aula e essa foi a grande descoberta e inovação de Carl Orff.

 

Y

de youtube. Uma ideia genial, um recurso riquíssimo de música e cheio de potencialidades para o ensino da música.

 

Z

de zero contratos para professores de música nas escolas do 1º ciclo. Apesar da música (expressão musical) fazer parte do currículo do 1º ciclo, a maior parte dos professores generalistas não tem formação suficiente e nem se sente à vontade para realizar atividades musicais com as crianças.

 

A par de uma formação musical estruturada para os professores do 1º ciclo que a APEM defende, a possibilidade dos professores de música poderem concorrer a jardins de infância e escolas do 1º ciclo para a área da música seria um ganho imenso para a formação global das crianças.

 

Fonte: www.apem.org.pt/publicacoes/opiniao/index.php?post_id=61&title=de-a-a-z-para-a--musica-na-educacao-por-manuela-encarnacao

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JORNADA ESCUTA ƒINA : Resumo do Workshop | 04.JUL.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

"Quanto mais entendemos o que escolhemos Escutar,

mais interessante se torna aquilo que somos expostos a Ouvir " ~Del Lima Jr.

 

Aula Ao Vivo: Resumo dos 3 dias de Workhop: Clique AQUI para assistir a Reprise da Aula.

 

Durante os dias 01, 02 e 03 de Julho de 2017 eu, Del Lima Jr., realizei o 2º workshop sobre Apreciação Musical com a intenção de compartilhar um pouco do conteúdo do curso Escuta ƒina, meu curso online de apreciação musical.

 

Nesses três dias de workshop, ensinei conceitos e tópicos pertinentes à construção de saberes que irão enriquecer e maximizar a experiência auditivo-musical de cada participante.

Neste material, vou compartilhar de forma bastante resumida os principais tópicos dos conteúdos que apresentei durante os 3 dias de workshop.

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AULA 1: Níveis de Escuta Musical

 

Iniciei esta aula com o seguinte questionamento: Por que você ouve o que ouve? Por que você gosta do que gosta? E por fim, você aprecia música?

 

Estas reflexões são importantes de se fazer, pois nos ajudam não apenas diagnosticar, mas se fazer compreensível os Níveis de Escuta Musical que nos encontramos, os quais a seguir vou lhe apresentar.

 

Muitas vezes confundimos Apreciar com Admirar, porém há uma sutil, porém considerável diferenciação, sendo que a admiração é um ato que independe de qualquer conhecimento prévio acerca do objeto a ser admirado, enquanto Apreciar é algo que nos demanda intenção, esforço, comprometimento e conhecimento prévio daquilo que está e/ou será apreciado.

 

Explanei sobre a diferença de OUVIR vs ESCUTAR, conceitos estes, que trago alicerçados nos estudos de psicologia e psicanálise, sendo então, de forma bastante sucinta e clara, que: Ouvir é um ato fisiológico e involuntário, enquanto Escutar uma ação consciente, intencional e racional.

 

Ainda com o suporte da psicologia, auxiliado pelo artigo “Apreciação musical e envolvimento: Um estudo sob a perspectiva da Teoria do Fluxo” de Mariana de Araújo Stocchero - Rosane Cardoso de Araujo o psicólogo húngaro Csikszentmihalyi através de sua teoria do Flow (ou fluir, em português), nos apresenta uma teoria que estuda como uma pessoa desenvolve a capacidade de se manter altamente focada em uma determinada atividade, atingindo assim, o estado de flow, uma perspectiva que nos guia a três níveis de Escuta:

 

Sensório (manifestação física)

Analógico (Manifestação Emocional)

Analítico (Compreensão intelectual)

 

A partir desta perspectiva, e fortemente embasado nela, eu elaborei e apresentei 3 NÍVEIS DE ESCUTA MUSICAL, níveis estes, que conceituei e didaticamente utilizo nos meus cursos de apreciação:

AUTOMÁTICO (inconsciente)  AUTÔNOMO (direcionada)  ATIVO (apurada)

 

Através de estratégias práticas, o objetivo do Workshop, bem como do curso Escuta ƒina, é atingir uma Escuta Musical Ativa, possibilitando assim, uma compreensão e um deleite maior acerca da melodia, da interpretação, da orquestração, dentre outros elementos.

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AULA 2: Componentes Básicos da Música

 

Nesta aula compartilhei elementos fundamentais da concepção e estruturação presentes na maioria das obras musicais que escutamos. Na verdade, foi uma aula de teoria musical sem aprofundamento teórico, pois o objetivo foi apenas buscar compreender os principais aspectos de cada componente. São eles:

 

Melodia - Harmonia - Ritmo - Timbre -Tessitura - Textura - Dinâmica – Forma

 

Toda obra musical, indiferente do gênero e do período, há pelo menos, dois dos oito componentes citados acima, pois é compreensível que existem músicas somente rítmicas, outras somente melódicas, outras construídas apenas uma sucessiva progressão harmônica, porém todas têm uma sonoridade específica, de acordo então, com o instrumento utilizado, a esta sonoridade específica, chamamos de Timbre, portanto, toda música, há em sua estrutura no mínimo dois componentes, e um deles, é o timbre.

 

Exercício: Procure observar nas músicas que você já está acostumado a ouvir, estes elementos na música. Observe os contornos melódicos, se muito alto/Agudo ou baixo/grave (Tessitura) se tem muitos ou poucos instrumentos (Textura). Se tem muitos contrastes de intensidade (dinâmicas), etc.

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AULA 3: Introdução a História da Música

 

Na terceira e última aula do workshop, abordei aspectos bastante singulares a respeito das características interpretativas de alguns períodos da história da música. Esta não foi uma aula de história da música, porém dentro do curso Escuta ƒina há um aprofundamento bem maior sobre cada período e aspecto.

 

Explanei cronologicamente os períodos na história da música, porém por razões didáticas, apresentei características apenas dos períodos Barroco, Clássico e Romântico.

 

Cada período na História da música tem sua força manifestada nas concepções estéticas de toda uma cultura e uma época, e para maximizar a experiência auditivo-musical no momento da apreciação musical torna-se relevante conhecer estar presente para alguns aspectos, como por exemplo:

 

► A ausência de vibrato e o uso característico do Baixo Contínuo no período Barroco (1600-1750)

► A leveza o brilho e a verticalização na estrutura composicional do período Clássico (1750-1810)

► A densidade os contrastes harmônicos, e a ovação das emoções humanas do período Romântico (1810-1910)

 

Quero reforçar aqui, que este workshop, bem como o curso Escuta ƒina, não tem o objetivo de propor, tampouco criar juízo de valor face à adversidade cultural, apenas busco contribuir, através de conhecimentos específicos e estratégias práticas, ampliar e maximizar sua experiência auditivo-musical.

 

Exercício: Ouça as obras que vou listar a seguir, e busque identificar as características de cada período que citei acima:

 

J.S. Bach - Sonata for Violin BWV 1021 | https://youtu.be/nf3cbtg9mbM

 

Mozart - Violin Sonata No. 21, E Minor, K. 304 | https://youtu.be/0UhnfWzOCMo

 

Mendelssohn - Violin Sonata in F minor, Op. 4 |https://youtu.be/hEQsjAVtZYY

 

 

 

AGORA UM CONVITE:

manhã, Quarta-feira, dia 05/07 às 21:00 vou abrir as Inscrições para o curso Escuta ƒina durante uma Lacordi LIVE class especial. Para participar clique AQUI.

 

Caso você queira ser notificado sobre o próximo Workshop sobre Apreciação Musical, bem como as outras atividades que realizo aqui na academia Lacordi, clique AQUI e faça parte da minha Lista VIP.

 

Por fim, compartilho contigo, a importância, e o que é apreciar para mim...

A apreciação musical é uma jornada para tornar-se mais sensível à música, reconhecendo e desenvolvendo nossas emoções, em busca de potencializar o nosso sentido estético e crítico, em direção de uma experiência musical cada vez mais livre e rica. ~Del Lima Jr.

 

► Quer este resumo em PDF? Clique AQUI para fazer download gratuito.

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EDGAR MORIN: É preciso educar os educadores | 24.Abr.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

"Literatura e artes não podem ser tratadas

no currículo escolar  como conhecimento secundário." ~Edgar Morin

 

Mudanças profundas ocorreram em escala mundial nas últimas décadas do século 20, entre elas o avanço da tecnologia de informação, a globalização econômica e o fim da polarização ideológica nas relações internacionais.

 

Diante desse cenário, o sociólogo francês Edgar Morin, hoje com 95 anos, defende que a maior urgência no campo das ideias não é rever doutrinas e métodos, mas elaborar uma nova concepção do próprio conhecimento. No lugar da especialização, da simplificação e da fragmentação de saberes, Morin propõe um dos conceitos que o tornaram um dos maiores intelectuais do nosso tempo: o da complexidade.

 

Em entrevista, o pensador critica o modelo ocidental de ensino que, segundo ele, separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. Para Morin, as disciplinas fechadas ensinam o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas impedem a compreensão dos problemas do mundo e de si mesmo.

 

Entrevista concedida à Andrea Rangel | O Globo

 

Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?


A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor.

Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado.

 

É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação, já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças.

Quais são os maiores problemas do modelo de ensino atual?


O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo.

 

O conhecimento complexo evita o erro, que é cometido, por exemplo, quando um aluno escolhe mal a sua carreira. Por isso eu digo que a educação precisa fornecer subsídios ao ser humano, que precisa lutar contra o erro e a ilusão.

 

O senhor pode explicar melhor esse conceito de conhecimento?


Vamos pensar em um conhecimento mais simples, a nossa percepção visual. Eu vejo as pessoas que estão comigo, essa visão é uma percepção da realidade, que é uma tradução de todos os estímulos que chegam à nossa retina. Por que essa visão é uma fotografia? As pessoas que estão longe são pequenas, e vice-versa. E essa visão é reconstruída de forma a reconhecermos essa alteração da realidade, já que todas as pessoas apresentam um tamanho similar.

 

Todo conhecimento é uma tradução, que é seguido de uma reconstrução, e ambos os processos oferecem o risco do erro. Existe outro ponto vital que não é abordado pelo ensino: a compreensão humana. O grande problema da humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis.

 

A crise no ensino surge por conta da ausência dessas matérias que são importantes ao viver. Ensinamos apenas o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas ele também precisa se adaptar aos fatos e a si mesmo.

 

O que é a transdisciplinaridade, que defende a unidade do conhecimento?


As disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo. A transdisciplinaridade, na minha opinião, é o que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa.

 

O meu livro O homem e a morte é tipicamente transdisciplinar, pois busco entender as diferentes reações humanas diante da morte através dos conhecimentos da pré-história, da psicologia, da religião. Eu precisei fazer uma viagem por todas as doenças sociais e humanas, e recorri aos saberes de áreas do conhecimento, como psicanálise e biologia.

 

Como a associação entre a razão e a afetividade pode ser aplicada no sistema educacional?
 

É preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. Descobriu-se que a razão pura não existe.

Um matemático precisa ter paixão pela matemática. Não podemos abandonar a razão, o sentimento deve ser submetido a um controle racional.

 

O economista, muitas vezes, só trabalha através do cálculo, que é um complemento cego ao sentimento humano. Ao não levar em consideração as emoções dos seres humanos, um economista opera apenas cálculos cegos. Essa postura explica em boa parte a crise econômica que a Europa está vivendo atualmente.

 

A literatura e as artes deveriam ocupar mais espaço no currículo das escolas? Por quê?


Para se conhecer o ser humano, é preciso estudar áreas do conhecimento como as ciências sociais, a biologia, a psicologia. Mas a literatura e as artes também são um meio de conhecimento.

 

Os romances retratam o indivíduo na sociedade, seja por meio de Balzac ou Dostoiévski, e transmitem conhecimentos sobre sentimentos, paixões e contradições humanas. A poesia é também importante, nos ajuda a reconhecer e a viver a qualidade poética da vida. As grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem em nós um sentimento vital, que é a emoção estética, que nos possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia. Literatura e artes não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário.

 

Qual a sua opinião sobre o sistema brasileiro de ensino?
 

O Brasil é um país extremamente aberto a minhas ideias pedagógicas. Mas, a revolução do seu sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão.

 

Fonte: Fronteiras do Pensamento|O Globo

 

 

Fiquemos com as reflexões. Um forte abraço, ~Del Lima Jr.

 

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MUSICOGRAMAS* | 21.Mar.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

(...) Jos Wuytack, apoiado nas metodologias de Orff e Kodály, desenvolveu o musicograma, espécie de gráfico de uma obra musical, simplificando desta forma a compreensão teórica da mesma. (...)

 

Wuytack e Palheiros, no livro do professor “Audição Musical Ativa” (1995), realçando a importância da audição musical nas aulas, com recurso à visualização, desenvolveram um sistema visual chamado de Musicograma, com o objetivo de que este, sirva de apoio à audição.

 

O nome de musicograma foi encontrado por analogia com as palavras de electrocardiograma e encefalograma, que neste caso, medem a representação espacial da atividade do coração e do cérebro, assim, uma vez que a música é desenvolvida durante uma determinada duração temporal, seu registro é realizado através de gráficos e/ou desenhos que representem a estrutura da música escutada, alicerçada principalemente, porém não exclusiva, pelos seus ornamentos melódicos e rítmicos.

 

Desta forma, o musicograma é aqui interpretado como um esquema gráfico que nos apresenta determinados acontecimentos durante o evento musical. O musicograma é, de certa forma, uma simplificação da obra musical apreciada, observando e registrando, os aspectos fundamentais da construção musical, para que os alunos possam obter uma clara e sólida percepção da estrutura total da obra musical apreciada.

 

Assista os vídeos abaixo, e conheça alguns modelos de musicogramas:

 

Estes são apenas alguns modelos prontos que temos disponíveis na internet, sendo assim, há inúmeros modelos e modos de se estudar e aplicar cada musicograma, todavia, indiferente se você for aplicar consigo próprio, ou com seus alunos, eu recomendo que você aplique o "Ciclo E.A.P." (>Escuta>Análise>Pesquisa>), para que assim, você possa ter uma experiência auditivo-musical muito mais rica e envolvente!

 

► Se você tem interesse em saber mais sobre apreciação musical, clique AQUI para participar do workshop online e gratuito que irei realizar nos dias 01, 02 e 03 de Junho 2017. Te vejo lá! ~DLjR.

 

Um forte abraço, ~Del Lima Jr.

#JornadaEscutaFina #UnidosRealizaremosMais #ProMagisterLifeStyle

 

Este texto foi parcialmente extraído do BLOG da Pedagoga portuguesa Alexandra Caracol.

 

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APRECIAÇÃO MUSICAL NA PRÁTICA | 11.Mar.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

​A Apreciação Musical é uma das principais atividades para a formação musical de qualquer profissional da música, indiferente de qual seja sua atuação (composição, condução ou interpretação), porém, para além de um processo de aquisição e construção intelectual para se ouvir música de forma estruturada, alicerçada em conceitos, técnicas e contextos específicos, a Apreciação Musical é uma das ferramentas mais acessíveis para a utilizarmos na formação musical de alunos de quaisquer idade.

 

Educadores musicais como Orff e Dalcroze, cada qual com suas especificidades, propõe atividades lúdicas envolvendo a música com movimentos corporais, sentindo e experimentando a música através dos rítmos, possibilitando assim, uma experiência participativa entre a escuta e criação musical.

 

Diante deste panorâma, quero compartilhar contigo Três Vídeos com atividades fundamentadas nos métodos de Dalcroze e Orff, que alinhadas a perspectiva da Apreciação Musical, ou seja, uma aula que enfatiza o reconhecimento de caracteristicas específicas de uma obra musical previamente apresentada e estudada com alunos, são excelentes práticas para o entendimento e a compreensão de elementos como por exemplo: Timbre, forma e intensidade. 

 

Assita os vídeos abaixo: (Os três são ótimos, mas 'Take Five', principalmente na seção do improviso, para mim, é sensacional!!!)

 

Cada vídeo apresenta uma atividade diferente, mas todas convergem para uma excelente experiência do fazer, sentir e compreender musical, e o que mais me fascina, é a possibilidade de trabalharmos constantemente a Estratégia E.A.P, uma estratégia que ensino no Curso ESCUTA FINA, mas que em resumo é o seguinte, uma estrutura cíclica de Apreciação Musical que desenvolvi, onde o aluno passa pelas seguintes etapas: Escuta > Análise > Pesquisa. Esta estratégia é utilizada para a maximização da experiência auditivo-musical do aluno, pois após ter Escutado, Analisado e Pesquisado pela primeira vez uma determinada obra musical, como é cíclico, na segunda vez que Escutar, Analisar e Pesquisar novamente, o aluno, terá uma nova experiência auditivo-musical, e assim se sucede ao seguir o Ciclo E.A.P. Agora some esta estratégia de forma gradual e sistemática com o envolvimento prático, como as propostas dos vídeos acima. incrível, !?

 

► Que tal pôr em prática alguma dessas atividades em sua sala de aula? Posso dar uma Sugestão?


Pegue a música do Vídeo 3 (Cup Game Listen 3 #2.AVI | DownloadEscute com os alunos, apresentando um Musicograma para eles Analisarem (eu recomendo que inicialmente sejam timbres ou forma), depois, Pesquise o nome dos instrumentos que "aparecem" na música, seus respectivos timbres, quem é o compositor... E por fim, desenvolva uma atividade com os alunos, podendo ser exatamente igual ao realizado no Vídeo, com copinhos, ou qualquer outro objeto, podendo ser também, apenas o próprio corpo... E então, topa? Que tal você fazer e me contar como foi a experiência?

 

Se você quiser, eu posso participar do processo também, é só me escrever (contato.academialacordi@gmail.com) que eu terei o maior prazer em dar algumas ideias, e até mesmo um modelo de musicograma também. E aí, vamos nessa!?

 

Um forte abraço, ~Del Lima Jr.

#JornadaEscutaFina #UnidosRealizaremosMais #ProMagisterLifeStyle

 

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WORKSHOP SOBRE APRECIAÇÃO MUSICAL | 13.Fev.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

​|►| Desde meados de 2016 eu venho construindo e lapidando o curso ESCUTA FINA, um curso de Apreciação Musical que busca, através de ferramentas e estratégias, maximizar sua experiência auditivo-musical. E em paralelo ao meu estudo de desenvolvimento pessoal e capacitação musical que tenho desenvolvido para o programa LACORDI PRO MAGISTER, eu tenho estado altamente envolvido com este subestimado tema que é a Apreciação Musica... E após já ter realizado algumas Aulas Online-Ao Vivo sobre o tema, no dia 09 de Fevereiro de 2017, quinta-feira, eu tive o privilégio e a alegria de ministrar uma aula aberta e presencial sobre o tema, na Universidade do Planalto Catarinense - UNIPLAC, instituição onde atuo como professor de Regência, Flauta Doce e Percepção Musical.

 

​|►| Pois bem, a aula teve uma ótima adesão e uma expressiva participação dos estudantes presentes, e uma aula que era para ser de apenas 20 minutos, durou em torno de 1 hora e meia. (rs) Se você tem interesse pelo tema Apreciação Musical, eu quero te fazer um convite mega especial: Durante os dias 26, 27 e 28 de Fevereiro de 2017, vou realizar um Workshop 100% Online, Gratuito e Ao Vivo sobre Apreciação Musical. Serão Três Dias de muito conteúdo, com exercícios práticos, lista de repertório e texto-guia em PDF para otimizar o estudo.

 

​|►| Se você busca compreender os aspéctos intrínsecos em uma obra musical e entender os diferentes níveis que escutamos e nos relacionamos com a música que apreciamos, eu te convido fortemente a se INSCREVER no Workshop sobre Apreciação Musical, e participar desta Imersão Online de Três Dias para construirmos juntos uma Escuta Fina.

 

Você pode se inscrever clicando AQUI, ou preenchendo o Formulário Abaixo:

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DEL LIMA CAST | 13.Fev.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

​|►| Agora você acompanhar de pertinho as reflexões, novidades e um conteúdo variado que acontece aqui na Academia Lacordi, bem como os demais projetos que venho desenvolvendo não apenas com a Academia Lacordi,  mas também no Matrola Flutes e na minha carreira como professor e flautista, semanalmente no meu  podcast DEL LIMA CAST

 

Confere aí, o 2º Episódio do DEL LIMA CAST

 

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ACIMA DE TUDO, EU ACREDITO | 13.Fev.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

​|►| Eu acredito que a qualidade do ensino de música (como de qualquer outro conteúdo) não está alicerçado apenas no domínio de seus conteúdos, pois eu mesmo, já tive péssimas aulas com professores que detinham pleno domínio do conteúdo que lecionavam, porém uma forma desgastada e fadigada de transmitir tal conhecimento.

 

|►| O que quero dizer, é que acredito que a qualidade de uma aula é resultante de uma mentalidade que coloque o professor acima de todas a mazelas institucionais/educacionais que este se encontra, e aqui, não estou querendo dizer que o professor deve se conformar com tais circunstâncias, mas sim confrontar, não com discursos demagógicos ou conflitantes, mas com atitudes, trabalho duro e resultados, isso para começar.

Mas para isso acontecer, o professor deve saber muito bem onde se encontra e onde quer chegar, reconhecer suas falhas, ouvir seus alunos, e sempre, sempre buscar a constante melhoria do que fazes.

 

|►| Tudo isso nasce de uma mentalidade forte, bem estruturada, disciplinada e inabalável, que pensa além do óbvio; de uma postura ousada e que age sempre para além do obrigatório.

 

|►| Entre os dias 02 e 09 de Maio de 2017 eu vou realizar um workshop 100% Online e Gratuito, onde irei falar sobre esta mentalidade. Uma proposta que busca extrair o melhor que há dentro de nós, pois eu acredito fortemente que tudo o que precisamos para realizar um excelente trabalho já se encontra dentro de nós, só precisamos despertá-lo.

 

Para maiores informações sobre o 3º workshop LACORDI PRO MAGISTER clique AQUI

 

Forte Abraço, ~Del Lima Jr.

 

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O NOSSO TEMPO  | 12.Fev.2017 © AcademiaLacordi | Por ~Del Lima Jr.

 

​|►| Não raro, conversando com colegas professores e alguns alunos que já lecionam, eu ouço frases como: "No meu tempo era diferente..." ou "Porque na minha época eu tinha que fazer assim..."

 

|►| Este tipo de frase é muitíssimo perigosa para o discurso de um professor, principalmente se esta, for dirigida para o(s) seu(s) aluno(s), pois ela não apenas demonstra o quão desatentos estamos ao contexto em que nosso aluno se encontra, como tende a criar uma sinergia contrária, tal qual a psicologia reversa, onde faz com que o aluno automaticamente zombe da frase (mesmo que apenas em sua mente) com réplicas do tipo: "É, mas este não é o seu tempo!" ou "É, mas hoje não precisamos fazer isso..."

 

|►| E o que isso tem haver com o Mundo Pro Magister? Para um professor Pro Magister, os desafios diários tendem a ser resolvidos com Clareza, Leveza e Lucidez , pois entendemos que somos eternos aprendizes, e que é somente através de conquistas e transformações em nós mesmos, que poderemos então, contribuir significativamente com o próximo.

 

|►| Por isso é que essa frase tem tudo haver com o Mundo Pro Magister, pois se for para falar como as coisas eram em nosso tempo, que sejam com o propósito de ampliar as perspectivas de nossos alunos, e assim, fazer com que percebam as vantagens e desvantagens de ambos os tempos, ao invés de enaltecer como fomos privilegiados ou desfavorecidos .

 

|►| Minha Reflexiva Sugestão:

Tenha Clareza de onde você quer chegar com a sua aula, seja Leve consigo, não traga nem leve as mazelas do dia a dia para sua aula, e esteja sempre Lucido das condições culturais e sociais de onde você e seu aluno se encontram.

No mais, as lições intrínsecas em cada aula que damos, nos guiarão para o nosso constante aprimoramento, desde que é claro, estejamos atentos a elas!

 

Forte abraço, ~Del Lima Jr.